Dramaturgia Baiana

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Gil Vicente Tavares

Gil graduou-se na Escola de Teatro da UFBA em 1999 com o Quarteto/Heiner Müller, que rendeu-lhe o prêmio de diretor revelação pelo Copene, atual Braskem.

Após retornar de um intercâmbio com a Cena Lusófona, em Portugal, passa a encenar diversos textos, com grandes atores da Bahia.

Colaborou no roteiro do filme Cidade Baixa, de Sérgio Machado, e foi co-autor da comédia musical Vixe Maria, Deus e o Diabo na Bahia, sucesso que ficou mais de quatro anos em cartaz com mais de 200 mil espectadores.

Em 2006, foi a Roma falar de sua obra e assistir à leitura encenada de suas peças Os Javalis e Os Amantes II. Fundou, então, o grupo Teatro NU com Jussilene Santana e estreou, neste mesmo ano, sua peça Os Amantes II.

Em 2008, o Teatro NU estreou Os Javalis, novamente sob sua direção. Em seguida, o grupo realizou o projeto Teatro NU Cinema, que levou peças curtas de Tchekhov ao Cinema Sala de Arte da UFBA no primeiro semestre de 2009. No mesmo ano, Os javalis encerrou o Festival do Teatro Brasileiro em Fortaleza, e em 2010 circulou pelo interior do estado da Bahia. A segunda edição do Teatro NU Cinema estreou em janeiro de 2011, com a montagem de dois textos inéditos de autores de Salvador.

Junto ao Teatro NU, organizou eventos voltados à dramaturgia contemporânea, trazendo nomes como Ramón Griffero (Chile) e Darío Facal (Espanha). Sempre fomentando discussões sobre teatro, drama e sociedade, o autor mantém um site do grupo, www.teatronu.com, com notícias sobre o Teatro NU, mas também com uma parte dedicada à dramaturgia baiana, com peças e biografia dos autores, e a página Cultura e Cidade, com colunistas que discutem arte, cultura e sociedade.

SADE, peça de sua autoria e resultado de seu mestrado, foi laureada com o Prêmio FAPEX de Teatro 2010.

Em 2011, concluiu o doutorado no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (UFBA), com uma pesquisa voltada à dramaturgia, estudando a herança do Absurdo e seus vestígios no drama contemporâneo. Sua tese foi publicada pela EDUFBA, em 2015, contando ainda com um apêndice com suas peças Ato único, Canto seco e Os javalis.

Também em 2011, o Teatro NU completou 5 anos e, dentre as atividades, estreou Sargento Getúlio, a partir da obra de João Ubaldo Ribeiro, tendo ganhado os prêmios de Melhor Espetáculo e Melhor Ator pelo Prêmio Braskem de Teatro. Neste mesmo ano, o Teatro NU diversificou seu público, fazendo a abertura do Domingo no TCA durante seis meses, para mais de 8 mil pessoas, e criou o espetáculo Dos males dos casamentos: Tchekhov em dois tempos, ambos os projetos partir das peças curtas do autor russo. Gil, ainda em 2011, voltou aos palcos como dramaturgo através do seu texto Alugo minha língua: um cabaré erotragicômico, espetáculo cênico-musical com direção de Fernando Guerreiro e músicas em parceria com Jarbas Bittencourt. Sargento Getúlio já foi visto por mais de 20 mil pessoas e rodou o país em festivais, pelo Palco Giratório, Funarte e Caixa Cultural.

Em 2012, ministrou oficina na Fundação Casa de Jorge Amado, no centenário do autor, e organizou um livro com as peças resultantes da oficina.

Em 2013, foi a vez de Gil voltar aos palcos com Destinatário desconhecido, versão teatral de Gil da obra de Kathrine K. Taylor, com direção de Zeca Abreu.

2014 foi a comemoração dos 15 anos de teatro de Tavares e assim ele revisitou Quarteto/Heiner Müller, agora com Marcelo Praddo e trazendo Bertrand Duarte, depois de 28 anos, aos palcos, novamente. A peça ganhou 5 troféus do Prêmio Cenym de Teatro, uma premiação nacional, fez parte da Quadrienal de Praga, representando o Brasil, e foi capa da revista espanhola Artez. O espetáculo esteve no PoA em Cena e no Cena Contemporânea, de Brasília, dois festivais internacionais.

Em 2015, Gil estreou SADE, espetáculo pelo qual ganhou o Prêmio Braskem de melhor texto. Sua peça Canto seco foi montada por Rino Carvalho, neste mesmo ano, e 2015 também foi o ano de seu ingresso como professor efetivo da Escola de Teatro da UFBA.

Dirigiu inúmeros eventos como os 30 anos da Rádio Educadora e a inauguração da reforma da Barra, dentre outros, com a presença de grandes nomes como Fafá de Belém, Carlinhos Brown, Baby do Brasil, Elza Soares, Riachão e Daniela Mercury.

É também compositor, com algumas canções gravadas, tendo conquistado o prêmio de melhor canção com letra do III Festival Educadora FM. Teve alguns de seus poemas publicados pelas Edições Sempre-em-Pé, de Portugal.

Obras

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Cultura e Cidade

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